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domingo, 18 de abril de 2010

CERATOCONE - De volta para o futuro - O que esperar?

A literatura médica científica data de mais de dois séculos atrás referências a patologia do ceratocone, sendo que aproximadamente em 1748 um trabalhode doutorado realizado pode ter sido a primeira constatação da patologia. Em 1869 um grupo de oftalmologistas iniciou estudos para moldar a córnea utilizando nitrato de prata, sendo o primeiro registro de um possível tratamento cirúrgico para o ceratocone.

Por diversas décadas ela permaneceu sem respostas, os tratamentos iniciais surgiram apenas em 1888 com a adaptação de lentes esclerais, chamadas de "Flushing Shells" ou conchas de fluido que eram adaptadas através de moldagem do olho do paciente. Por cerca de várias décadas a utilização de lentes esclerais era o tratamento disponível para o ceratocone.

Com o surgimento das lentes de contato corneanas de diâmetros menores e com a utilização de polímeros de metametil metacrilato (pmma) novos desenhos de lentes menores surgiram e foram então aos poucos tomando o lugar das lentes esclerais e estas aos poucos foram abandonadas por grande parte dos especialistas.  Algumas décadas depois, por volta dos anos 70 a 80 surgiram os primeiros materiais feitos com permeabilidade ao oxigênio, as lentes acrílicas duras não permitiam até então uma adequada oxigenação corneana e dependiam exclusivamente da lágrima para transportar o oxigênio para a região do epitélio corneano onde se encontrava a lente. Nos anos 70, Joseph W. Soper desenvolveu uma lente, chamada de lente Soper para melhorar a adaptação no ceratocone, uma vez que os desenhos existentes apresentavam limitações técnicas e comprometiam o sucesso das adaptações. É uma lente que até os dias de hoje ainda é fabricada por diversos laboratórios nos EUA onde ela surgiu e em vários países incluindo o Brasil. Outrros desenhos surgiram na época mas esta foi a que realmente teve o maior impacto na adaptação de lentes especiais para o ceratocone no mundo pelos melhores resultados obtidos.

Atualmente existem novas lentes de contato rígidas gás permeáveis com desenhos mais sofisticados, entre elas se destaca a Rose K por ser a "lente mais adaptada no mundo" através de um sistema de licenciamento da marca para fabricantes em vários países, a Ultracone que é fabricada unicamente no Brasil pelo laboratório Ultralentes e que apresenta resultados excepcionais mesmo nos  casos mais complexos. Esta lente pode ser muito útil quando não se tem bom resultado com as demais lentes especiais para córneas irregulares como o ceratocone. A infinidade de novos desenhos e tecnologias desenvolvidas no mundo atualmente é grande, vão desde desenhos com quatro quadrantes de curvatura até desenhos de lentes semi-esclerais rígidas gás permeáveis e desenhos híbridos de lentes rígidas no centro com uma saia gelatinosa, apesar de que esta idéia não é nova. No século passado foram desenvolvidas as lentes Saturno I e Saturno II que não tiveram o sucesso que se imaginou na sua concepção, que apresentava problemas entre eles o descolamento da "saia" gelatinosa periférica. Lentes gelatinosas para ceratocone foram desenvolvidas embora a experiência tenha mostrado que estas lentes tem limitações a ceratocones iniciais a moderados e a acuidade visual não é totalmente corrigida, restando muitas vezes astigmatismos residuais que podem incomodar o paciente.

Na área cirúrgica houve enormes avanços nas últimas décadas, a começar pelo aprimoramento das técnicas cirúrgicas de transplante de córnea, com cirurgiões cada vez mais experientes e com o desenvolvimento de novas técnicas como o transplante lamelar e a técnica do Intralase que utiliza o femtosecond laser para realizar cortes na córnea receptora e no botão do enxerto de maneira que ambos tenham um encaixe mais perfeito no procedimento que resulta em uma córnea mais regular e uma recuperação mais rápida que nos metodos tradicionais.  É importante salientar que cada caso deve ser estudado individualmente pelo especialista, nem todos tem a mesma indicação portanto o procedimento indicado pode variar de um caso para outro. O tratamento cirúrgico de transplante de córnea é extremamente invasivo e requer grande cuidado e acompanhamento do paciente.

A utilização da técnica de implante de anel intraestromal como anel de Ferrara, Kerarings e Intacs são menos invasivos e reversíveis. O propósito destaq técnica é deter o avanço da patologia e ao mesmo tempo regularizar o máximo possível a irregularidade corneana no eixo visual para melhorar a visão do paciente. Por serem procedimentos menos invasivos a incidência de complicações é baixa especialmente quando realizada por cirurgiões experientes e o diâmetro e posição dos segmentos do anel são posicionados corretamente. Há relatos de pacientes que tiveram excelentes resultados com este procedimento, inclusive de não precisar de óculos ou lentes de contato após o procedimento e há também os casos de pacientes que relataram que não melhrou a acuidade visual ou que tiveram extrusão de um dos segmentos, possivelmente pelo posicionamento incorreto ou do túnel onde os segmentos são inseridos ou pela utilização de segmentos maiores ou menores que os necessários.

Um outro procedimento que é bastante atual e está causando uma grande repercussão no mundo é a técnica do "crosslinking" (crosslinking de colágeno de córnea com Riboflavina sob luz Ultravioleta) ou CXL. Esta técnica, desenvolvida em Dresden na Alemanha, consiste em remover o epitélio corneano por raspagem ou diluir com uma solução de álcool específica e depois pingar o colírio de riboflavina ao longo do procedimento e aplicar uma luz ultravioleta sob intensidade, tempo e distância controlados. Isto faz com que ocorra um maior cruzamento das fribras de colágeno corneano, aumentando a resistência biomecânica da córnea. O propósito da técnica, assim como no implante de segmentos de anel intraestromal é deter a progressão do ceratocone. A literatura tem mostrado que o procedimento faz com que exista uma leve diminuição da irregularidade corneana, com um aplanamento da curvatura corneana de cerva de 1.5 a 2 dioptrias, com ganho de uma ou duas linhas de visão, embora esse fenômeno não ocorra sempre e tenham ocasionamente outros efeitos indesejados como haze corneano e a recidiva de progressão.

A utilização de técnicas combinadas já vem sendo feita em alguns países há mais tempo e no Brasil há especialistas que inciaram a técnica de combinações sequenciais de procedimentos como implante de anel e crosslinking e eventualmente associados ainda com cirurgia refrativa topo-guiada com a finalidade de melhorar ainda mais a regularização da superfície corneana, melhorando a possibilidade de utilização de óculos ou lentes de contato menos complexas nestes pacientes. Segundo alguns oftalmologistas a técnica utilizando laser não tem finalidade de correção óptica do defeito visual em sua totalidade, mas sim tornar a córnea um meio refrativo mais uniforme que possibilite uma melhor correção visual posteriormente, seja por óculos, lentes de contato gelatinosas, descartáveis ou rígidas gás permeáveis.  

Somando as novs técnicas desenvolvidas, há ainda os estudos realizados com radiofreqüência e Keraflex (microondas) que ainda tem muito a serem estudadas ainda. Há estudos sendo realizados com células-tronco que visam desenvolver uma técnica de reconstrução do tecido corneano afetado. Não resta dúvidas que a procura por alternativas de tratamento cirúrgico do ceratocone nunca foi tão largamente estudado. Na minha opinião poderia dizer que o este milênio representa uma revolução nas alternativas de tratamento não somente cirúrgico mas óptico com lentes de contato de maior sofisticação tecnológica.

E a causa? E a prevenção?

A primeira coisa que eu acredito que todo o oftalmologista que tem o ceratocone na sua prática diária diz ao seu paciente com suspeita ou diagnóstico de ceratocone frusto, inicial ou mais avançado seria o de não coçar os olhos. Todos os estudos envolvendo a etiologia do ceratocone são determinantes no sentido de apontar o coçar dos olhos freqüente ou com muita força são sempre observados em todos os estudos. Em uma comunidade de portadores de ceratocone no Orkut uma pesquisa mostra os seguintes resultados para uma enquete realizada com a seguinte pergunta: Você coça muito os olhos?

Um total de 144 membros da comunidade responderam a enquete, com os seguintes resultados:

Sim, coço com freqüência todos os dias...86 votos (59,8%)

Sim, mas apenas em certas épocas..........42 votos (29,2%)

Raramente coço os olhos........................12 votos  (8,3%)

Não coço os olhos.................................4 votos   (2,7%) 


Embora a amostragem não seja grande, ela é suficiente para alertar que o ato de coçar os olhos representa um estresse mecânico que deve estar associado ao surgimento e a progressão da patologia. Entretanto o ato de coçar os olhos possivelmente é um sinal de que outros fatores que podem influenciar ou serem o gatilho que irá determinar o surgimento da patologia. Os estudos envolvendo a pesquisa para descobrir a(s) causa(s) do ceratocone são muitos, passam pelo estudo da genética a doenças associadas, revelam que ocorre um processo oxidativo na córnea e que por alguma razão os anti-oxidantes não são capazes de neutralizar esta ação. Um importante questão a considerar é a qualidade da lágrima também, se o ph está alterado, pacientes com alguma instabilidade lacrimal, com mais ou menos mucina, que papel os agentes enzimáticos tem, são temas que serão cada vez mais estudados a partir desta década de 2010.

Um outro fator que pode ter alguma relação com o surgimento da patologia e sua progressão é a questão emocional do paciente. Observamos no IOSB que alguns pacientes tiveram o surgimento da patologia ou episódios de progressão em momentos da vida que enfrentaram problemas graves ou de profundo consternamento, como a perda de um ente querido, uma separação ou desavença, depressão ou mesmo o estresse do trabalho, a preparação para vestibular, a pressão acadêmica, entre vários fatores. Outra questão que pode influenciar de maneira indireta é a alimentação mais saudável e o controle do estresse, de ter maior facilidade e preparo físico e mental para enfrentar as dificuldades da vida. Pudemos nestes últimos 10 anos observar que alguns pacientes tiveram uma diminuição da curvatura da lente adaptada para o ceratocone, uma córnea mais saudável e menos frágil, como um processo natural. Os pacientes observados tiveram mundanças significativas de comprotamento perante a vida, cuidando de sua saúde com uma alimentação equilibrada e saudável, uma maior disposição e energia para tudo, além de uma sensação de bem-estar geral.  Os motivos que geraram estas mudanças comportamentais foram diversos, entre eles o de melhorar exames de sangue que não estavam bons, a decisão de ter um corpo mais saudável e sentirem-se bem, ou mesmo a vontade de seguir uma dieta balanceada com orientação profissional.

O que estes fatores podem influenciar na patologia do ceratocone? Será que um desequilíbrio bioquímico pode ser causado por uma baixa da imunidade por exemplo, resultado de uma vida com estresse a níveis elevados ou uma perda, depressão poderiam agir como gatilhos desse desequilíbrio? E o contrário, predisposição genética sem o gatilho referido, o paciente terá ceratocone de qualquer forma? ele evoluirá da mesma maneira? Qual o papel da lágrima nessa questão, a presença de maior ou menor conteúdo de mucina poderia afetar esta questão e provocar sozinha um processo de estresse oxidativo da córnea com menos anti-oxidantes para restabelecer o equilíbrio?

Uma pesquisa feita com 141 membros na mesma comunidade de ceratocone no Orkut sobre o assunto com a seguinte pergunta abaixo, revela:

Você teve alguma grande tristeza, estresse ou depressão ANTES de surgir o ceratocone ou ANTES  de aumentar o seu ceratocone?

Sim, antes de surgir o ceratocone..................37 votos (26,3%)

Sim, antes de haver uma progressão maior......33 votos (23,4%)

Não estou bem certo, mas é possível que sim.....26 votos (18,5%)

Não lembro ou não sei..................................18 votos (12,8%)

Não tive problema de ordem emocional............27 votos (19,0%)


O fato de aproximadamente a metade das respostas apontarem que houve de fato um fator emocional antes de surgir o ceratocone ou de ocorrer uma progressão do caso, é suficiente para que um estudo com maior tempo de acompanhamento seja realizado? Temos ainda o fato de que cerca de 21% das respostas admitem que pode ter ocorrido tal situação. 

O futuro da prevenção no Ceratocone

Creio que não muito longe de hoje, os cientistas empenhados em descobrir estas questões relacionadas ao ceratocone deverão concentrar seus esforços em descobrir um método de visualizar aquelas crianças ou adolescentes que poderão desenvolver o ceratocone e tomar medidas que ainda desconhecemos para ao menos amenizar a progressão do caso, com um tratamento que possa restaurar a possível tendência de em alguns anos o paciente desenvolver a patologia e se não impedi-la, torná-la menos agressiva.

Sabe-se hoje que o ceratocone desenvolve-se geralmente entre 15 e 21 anos do paciente, sendo que em alguns casos pode surgir mais cedo ou mesmo mais tarde e há relatos de ceratocone tardio após os 30 anos. Segundo uma outra enquete da comunidade Ceratocone e Tratamentos do orkut, com 218 participantes respondendo, a idade varia conforme a tabela abaixo:

Com que idade você descobriu o ceratocone?

Entre 11 e 13 anos................24 votos (11,0%)

Entre 14 e 17 anos................58 votes (26,6%)

Entre 18 e 21 anos................60 votos (27,5%)

Entre 22 e 25 anos................35 votos (16,0%)

Entre 26 e 29 anos................26 votos (11,9%)

Entre 30 e 33 anos..................6 votos  (2,7%)

Entre 34 e 37 anos..................3 votos (1,4%)

Entre 38 e 41 anos..................1 voto (0,4%)

Entre 42 e 45 anos..................1 voto (0,4%)

Mais de 45 anos.....................4 votos (1,8%)

Analisando esta amostragem podemos concluir que o ceratocone parece surgir, na maior parte dos casos, logo no início da adolescência quando os jovens tem muitas transformações hormonais. E na seqüência é possível observar que o ceratocone começa a reduzir sua incidência ou progressão a partir dos 25 anos do paciente. No gráfico abaixo, a representatividade da amostragem:

Idade em o ceratocone surgiu

No eixo X a idade em que surgiu o ceratocone, no eixo Y o número de amostras 

Possivelmente no futuro será possível será possível prever com algum exame laboratorial de citologia se o paciente jovem terá uma predisposição a desenvolver ectasia corneana, e esperamos que os fatores conjugados e o gatilho que aciona o processo possam ser tratados para que não venham a ocorrer ou que seja ao menos possível amenizar sua ação.

Em observação aos casos que o IOSB atendeu nas últimas três décadas é possível constatar que o ceratocone tende a iniciar o processo de estabilização por volta dos 25 anos até os 30 anos do paciente, e que após esta fase podem ocorrer pequenas variações não significativas que possam ser consideradas relevantes para um estudo. O método de avaliação utilizado é quando possível pela ceratometria ou topografia e especialmente pela curvatura central da lente Ultracone utilizada na adaptação. Nossa equipe de oftalmologistas planejou um estudo estatístico da amostragem total e com seguimento de um grupo de pacientes para ser realizado a longo prazo, o qual terei o prazer de colaborar na coleta de dados.

A maior parte dos casos de ceratocone extremo (topografias de córnea com curvaturas de 65 a 88 dioptrias) são de pacientes com indicação cirúrgica de transplante, mas que conseguimos adaptar lentes personalizadas do tipo Ultracone MS Extreme, sem lesões, ceratite ou sem causar qualquer opacidade corneana, e que utilizam entre 10 e 14 horas devolvendo a estes pacientes a oportunidade de ter uma melhor qualidade de vida enquanto não precisam do transplante de córnea ou enquanto não chega a sua vez da fila.

Caso este perfil de pacientes no futuro puderem ser tratados antecipadamente e preventivamente para os agentes causadores do ceratocone e de sua progressão, provavelmente não precisarão mais de lentes de tamanha sofisticação tecnológica e muitos poderão ser poupados de muito trabalho. Podemos observar no dia-a-dia destes pacientes que são em grande parte pessoas ativas, que trabalham e estudam, querem produzir e tem vontade de viver e de terem uma melhor qualidade de vida.

Me parece que a população do futuro especialmente terá cada vez melhores alternativas a partir desta década, com todos os avanços realizados e que estão ainda por vir. A oftalmologia no Brasil está em ótimas mãos, temos excelentes especialistas que acompanham a evolução dos estudos realizados no exterior e que também desenvolvem técnicas, tratamentos e novos conceitos, o que muito me orgulha como filho de um oftalmologista que deu contribuições valiosas no tratamento do ceratocone e como alguém que vive em contato permanente com a oftalmologia brasileira e internacional.

Espero que os recentes estudos possam trazer benefícios aos pacientes de ceratocone e tranquilizem seus familiares, que muitas vezes ficam tão ou mais angustiados que o próprio paciente. Tenham confiança na oftalmologia brasileira que há muitos anos não deixa nada a desejar em relação a seus colegas no primeiro mundo.

Luciano Bastos*
Em colaboração ao Blog Ceratocone & Tratamentos (C&T)


*
Diretor & Instrutor Clínico de LC Especiais IOSB
Diretor & Consultor em LC RGPs Ultralentes
Membro da British Contact Lens Association (BCLA - ING)
Membro da Contact Lens Society of America (CLSA University - EUA)
Membro da Scleral Lens Education Society (SLE - EUA)
Membro da Contact Lens Manufacturers Association (CLMA - EUA) 
Técnico Especializado pela Contact Lens Association of Ophthalmologists (CLAO - EUA)

23 comentários:

newplanet disse...

Luciano, você está de parabéns, estou acompanhando o blog desde que descobri pela comunidade a qual faço parte a mais de dois anos, pessoas como você trás informações preciosas para os portadores e também aos especialistas da área, continue assim e espero que seja gratificado por esse trabalho tão especial.

mantenha esse blog, é a luz da informação no túnel do ceratocone.

Rodrigo
Uberlândia-MG

Luciano Bastos disse...

Grato Rodrigo,

Eu espero que as informações aqui disponibilizadas possam servir para ajudar aos portadores de ceratocone e aqueles interessados em aprender mais sobre esta patologia e seus tratamentos.

Luciano Bastos

Erica disse...

Muito interessante seu texto.Descobria pouco que tenho ceratocone e nao tenho muitas informações.Grata

Erica Campinas-S.P.

Erica disse...

Adorei o seu texto.
Erica,de Campinas.
Paciente com ceratocone

Luciano Bastos disse...

Erica,

A informação é um importante aliado para aqueles que possuem ceratocone, seja para melhor compreender o diagnóstico como para aprender sobre os tratamentos disponíveis para esta patologia.

Seja bem-vinda ao blog C&T.

Gustavo disse...

Olá,
Me chamo Gustavo, sou de Belo Horizonte e tenho, atualmente, 14 anos.
Descobri-me portador do ceratocone no ano passado e, desde então, faço uso das lentes RGP.Quando do diagnóstico, meu oftamologista detectou 0.5 grau de ceratocone.Pouco tempo depois, foi necessário mudar minhas lentes para outras de 0.75 grau.
Hoje, com as lentes de 0.75, ainda sinto certa dificuldade que, mesmo não sendo muita, é incômoda e, mesmo assim, tenho sentido que minha visão tem piorado nas últimas semanas.
O que devo fazer?
Favor responder-me no e-mail

gustavo.hdg@hotmail.com

Grato, Gustavo

Luciano Bastos disse...

Olá Gustavo,

Como você é jovem é importante que você faça um bom acompanhamento do seu caso com o seu oftalmologista.

Caso você queira ter outras opiniões a respeito do seu caso talvez você queira consultar com os oftalmologistas Dr. Orestes Miraglia Jr. e/ou Dr. Cléber Godinho aí em BH. Ambos são excelentes especialistas em ceratocone que poderão tirar suas dúvidas e fazer um acompanhamento do seu caso.

Atenciosamente,

Luciano Bastos
Em colaboração com o blog C&T.

Flavia 7 disse...

Olá dr Luciano aqui em Belo horizonte tem algum medico que possa adaptar ultralente?

Luciano Bastos disse...

Olá Flávia,

Em Minas Gerais existem cerca de 4 oftalmologistas por enquanto que podem realizar testes com as lentes Ultracone, em BH o Dr. Orestes Miraglia Jr., em Uberlândia o Dr. Renzo Sansoni e a Dra. Roberta Abdulmassih e em Juiz de Fora o Dr. Brunno Dantas.

Creio que até o final deste ano o Dr. Cléber Godinho estará também disponibilizando testes com as lentes Ultracone para ceratocone.

Atenciosamente,

Luciano Bastos
Em colaboração com o Blog C&T.

karina disse...

Boa noite Luciano, eu gostaria de saber se aqui no brasil já estão usando essa técnica com células tronco? ou se ainda está em pesquisa e se estiver onde posso cadastrar para participar do programa de experimento? até o momento agradecida
São José dos Campos SP

Luciano Bastos disse...

Olá Karina,

A UNIFESP em São Paulo está iniciando um estudo sobre células tronco retiradas da polpa de dente de leite de pacientes portadores de alguma lesão ou distrofia corneana. Em Setembro passado iniciou a triagem de pacientes pois até o momento somente tinham sido realizadas experiências em olhos de coelhos. Veja mais no link abaixo:

http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=277491

Atenciosamente,

Luciano Bastos
Em colaboração com o blog C&T.

Anônimo disse...

Ola Doutor Luciano, gostei muito das informações. Meu nome e Graciele tenho 23anos e moro em Catalão, Goiás. Descobri que tenho ceratocone há uns 5 anos, e não consegui me adaptar as lentes RGP,e tb não fiz nenhuma cirurgia ainda. Na minha cidade não tem nenhum especialista, gostaria de saber se há algum especialista mais próximo da minha cidade,pode ser no estado de Minas Gerais!? Aguardo sua resposta!! Obrigada!!!

Graciele,Catalão-Go

Anônimo disse...

Alguém conhece um especialista em Ceratocone em Campinas???

Luciano Bastos disse...

Dr. Marcelo Vicente Sobrinho, um ótimo especialista que conheço pessoalmente.

Boa sorte,

Luciano Bastos
Em colaboração com o blog C&T.

Anônimo disse...

Olá, estou procurando um médico que faça teste com lente escleral e não estou encontrando. Minha filha tem ceratocone e já fez transplante no olho esquerdo.Em São Paulo teria algum médico para me indicar? meu e-mail: maria-emilia-rodrigues@hotmail.com

Alexandre Teixeira disse...

Olá, boa noite! Tenho ceratocone e faz aproximadamente 8anos que consulto com o Dr. Paulo Ferrara. Mas estou querendo mudar de oftalmologista e me indicaram o Dr. Cleber Godinho. Alguém tem alguma referencia sobre este profissional? Desde já agradeço.

Luciano Bastos disse...

Olá Maria Emília,

Em São Paulo tem o Dr. César Lipener que também é preceptor do setor de lentes de contato da UNIFESP (Escola Paulista de Medicina) junto ao Instituto da Visão, tem o Hospital Banco de Olhos de Sorocaba que também esta iniciando as adaptações com as lentes semiesclerais e esclerais ULTRACONE SCLERAL BASTOS (SB). No Rio de Janeiro tem o Dr. Brunno Dantas que já tem uma boa experiência também com estas lentes.

Naturalmente que temos sido procurados no IOSB por pacientes de todo o Brasil para adaptações destas lentes no Instituto de Olhos Dr. Saul Bastos (IOSB) em Porto Alegre. De 2007 até hoje temos mais de 300 pacientes adaptados com estas lentes com enorme percentual de sucesso.

Boa sorte,
Luciano Bastos
Em colaboração com o Blog C&T.

Marcinha disse...

olá,tenho ceratocone e tenho olho seco, uso lentes de contato gelatinosas especificas para o ceratocone,e antes as lentes não me incomodavam,mas agora não consigo ficar muito tempo com elas, pois meus olho ficam vermelhos,mesmo pingando colírios lubrificantes(uso systane), e também faço uso do restasis, mas isso nada está me adiantando, vc pode me indicar algum produto para lubrificar as minhas lentes? o que devo fazer?

Luciano Bastos disse...

Olá Marcinha,

Se você tem ceratocone e síndrome de olho seco o uso de lentes gelatinosas não é recomendável, elas podem por algum tempo servirem até a hora que os olhos começam a apresentar sintomas como olhos vermelhos, irritação ocular, ardência, etc. O problema destas lentes gelatinosas é que elas não colaboram com a lubrificação e hidratação da córnea, elas de fato absorvem a lágrima e deixam os olhos ainda mais secos.

Embora você esteja utilizando o Systane que é um ótimo lubrificante seu uso crônico não é uma boa idéia, pois ele tem consevantes e todos os conservantes possuem alguma toxicidade e podem gerar um "efeito rebote" ou seja, gerar a necessidade de pingar mais e mais vezes ao dia. O Restasys pelos estudos que li sobre ele e pela nossa experiência no IOSB demora muito para fazer efeito e nem todos os pacientes se beneficiam com o tratamento, muitos cansam e abandonam o tatamento antes do tempo mesmo sendo informados pelo oftalmologista de que deve usar por um tempo (entre 4 a 6 semanas) para fazer efeito.

Creio que uma alternativa viável seja a readaptação com lentes RGPs próprias para ceratocone. Existem vários modelos junto aos especialistas, se tiver dificuldade com a adaptação procure um oftalmologista que adapte as lentes Ultracone, foram desenvolvidas por nós e tem excelente desempenho mesmo. Outra alternativa bem interessante é a readaptação com lentes esclerais que são lentes rígidas maiores que não tocam a córnea e apoiam-se suavemnete na porção branca dos olhos, e são inseridas com uma solução especial que proporcionam um bem-estar, conforto e uma boa visão. Nós temos no IOSB uma experiência já de mais de 300 pacientes adaptados com estas lentes (Scleral Bastos) nos últimos 5 anos, com índice de sucesso bem alto, qualquer coisa pode contar com nossa colaboração.

Boa sorte,

Luciano Bastos
Em colaboração com o Blog C&T.

Anônimo disse...

Gostaria da indicação de um oftalmologista queindique estas lentes ultracone em Belo Horizonte. Meu filho de 18 anos teve diagnóstico de ceratocone.
Obrigada
Marilene

luciana disse...

procuro medico especialista em ceratocone em sao jose dos campos poque em pinda nao tem.

Carla Roberta disse...

ROBERTA
Acabo de ser diagnosticada com ceratocone aos 35 anos , o engraçado é que fiz todos os exames para cirurgia de astigmatismo isso a um ano e meio e não acusou nada , seria indicado uma segunda opinião? Ah meu filho de 8 anos foi diagnosticado no mesmo dia .

Luciano Bastos disse...

Ola Roberta,

É realmente incomum, embora não impossível, o diagnóstico tardio da patologia. No entanto tem alguns casos chamados de ceratocone subclínico onde ele não chegou a desenvolver-se e assemelha-se mais a um astigmatismo miópico, levemente irregular e na topografia pode induzir o especialista, especialmente os mais novos, a um diagnóstico precipitado. Exustem exames mais precisos que podem ser feitos, e o acompanhamento clínico com um oftalmologista experiente é fundamental. Não se deve decidir por intervenção cirúrgica sem uma constatação clara e muito bem estudada do caso. Se for sugerido o crosslinking com 35 anos tenha cautela e realmente tenha a opinião de mais outros especialistas. No website da Ultralentes tem uma listagem de excelentes especialistas, segue link:

Oftalmologistas Credenciados